Quando eu era criança, a minha mãe sempre dizia se poderíamos ou não comprar supérfluos no mercado. Época de inflação, sabe como é... Passei uma parte da minha vida achando que supérfluo era a parte do mercado onde ficam as bolachas recheadas, os salgadinhos, enfim, porcaria em geral. Na verdade, ela queria que nós comprássemos apenas o essencial.
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Digo porque essa semana tenho dormido muito e quase sem culpa. Preciso fazer meus trabalhos, mas também preciso da minha saúde em ordem. Academia? Só em novembro. Esse tempo tem me feito pensar no que é essencial. Raios, eu queria ter 10 mil reais no bolso agora, as coisas seriam diferentes. Mas não deu. Passei o ano cobrindo dívidas, administrando gastos, não consegui trabalhar tanto quanto gostaria, não juntei o dinheiro que era minha meta.
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E agora? Bola pra frente, fazer o que? Cheguei a conclusão que eu preciso fazer o que eu quero fazer, não o que é preciso (isso eu já fiz minha vida toda). Finalmente vem chegando a hora de colocar a cara no mundo porque, agora sim, eu não devo nada pra ninguém (além do banco...).
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Esse ano louco me fez pensar em várias coisas, minhas perspectivas mudaram e eu prometo que vou tentar ser menos impulsiva. Mas agora chega de correr atrás de mixaria. Chega de bater a cabeça na parede e não conseguir nada. Chega.
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Outro dia estava indo para um teste e precisei de um táxi para chegar em tempo. O taxista me contou coisas sobre ele e ao final da corrida me desejou "boa sorte, porque quem precisa e vai atrás Deus ajuda". Não consegui o trabalho, mas ampliei as perspectivas. Agora eu vou pro mundo. E agora é pra valer!
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